domingo, 20 de julho de 2008

Palavras de concreto,
edifício de poemas,
frases sucintas.


Elaborei um potencial de fórmulas mágicas
Sufocada pela sobrevivência.
Divirto-me com o ingrediente de tantas palavras macias.
Tantas fórmulas suaves.


O sol aparece suave
aquece minhas palavras (...)
O vento as resfria!


Mesmo que me encontre na curvatura do sol,
amarei minhas frases.
Não tenho fórmulas mágicas de fáceis efeitos.

Diante da margem do equilíbrio.
Só queria antecipar futuro
Antes que o mar invadisse
deslizando de mansinho o trabalho do homem.




O LIVRO SE ABRE EM NINFAS

O livro se abre em ninfas
Quebrando estruturas,
arranhando a escuridão do meu mais íntimo ser
tão intensamente,
Enaltecido com seu olhar.
Na sombra da sua beleza
luminosidade e escuridão do meu pensamento,
Em crepúsculos cristalinos você se envolveu.
Na maior intensidade do seu meu ser
nesta cantiga que não terá fim
só a natureza explendida o verá,
como eu já tentei até entender,
mas não consegui ainda mais que belos,
belos olhos.
Você desaparece na solidão.
Existe ainda na solidão alguém que não consegui ficar sozinho?
que não consegui ficar triste(...),
existe e são pessoas que se fizeram felizes com o dia de todas as outras pessoas.
Que assaz,
Queriam ser normais,
ser triste
alegre e comum,
sem choro sem lágrimas
assim estou compondo o meu quadro raro e íncolume diário.




VIBRAÇÕES URBANAS

Entre raios de loucura
planando atmosferas,
encontro a terra.
Larga escala da humanidade!
Páginas esquecidas em referência,
debatem avanços.
Direitos irônicos,
Castelos de mármore
Terra partida.
(...)Tu ficas comigo?
vendaval de emoções.
Vibrações urbanas.
Superaremos cada cena sem prévios encontros
atravessaremos rios,
atrações estimulantes.
sinistro amoroso(...).
Cheiro de ruído
afoga a paisagem da cidade
profunda relação,
ramificações do sistema
Imagens perfumadas,
Cenário!

sexta-feira, 18 de julho de 2008


CHUVA ÁCIDA
Partículas suspensas,
Desenham corpos Inquietos
sem rostos(...)
invisíveis.


Improvisam a alma,
Enriquecem a valsa,
mergulham despercebidas!


Sombras abandonadas,
separação anunciada.
Expectativa de vida (...),
uma parte de mim.

terça-feira, 8 de julho de 2008


Perfumes no ar, correnteza úmida,
tímida melodia!
A chuva cai de mansinho avistando infinitas árvores
encobertas pela neblina.
Flores brotam algumas resistentes,
outras sensíveis.
Os pássaros passam semeando as no translado da vida!
Benditos bicos que nos dão prazer de tão bela paisagem.


chega a tarde de clima suave e sol embaçado,
cheiro de amor,
inicia se o prazer sem submissão,
sem repertório,
silêncio!

segunda-feira, 7 de julho de 2008

A chuva caí filtrando a sede
folhas secas
ventania!
margaridas florescem o dia.



Deserto
Pedras soltas ao vento
sol cristalizado respirando areia solta!


Pássaros

Numa parceria singular,
inúmeros pássaros cantam as flores(...).
Doce orquestra em sua homenagem.


Um musical sem refúgios,
uma sinfonia revigorastes na conquista da paz,
ah fantasia!
Cantam na abstrata janela
com olhares pensantes a procura de um pálido encontro.
Dono da inspiração.


Compondo diversas melodias eles seguem florestas afora
por cima da Amazônia,
voam, geografia plana!
Rios
Igarapés.


Voam rápido,
pois, o retorno já tem hora marcada.
Num encontro, no mesmo espaço tênue.
Pela grade observo-os num só coro,
cantos breves
sem nenhuma vantagem
minha vida caminha(...).

sexta-feira, 4 de julho de 2008


Multidão vestida
no meio aos que querem tão pouco,
cilada de ombros largos.
Nos cercaram causando medo e
ansiedade.


Acima passavam aqueles que na pureza do impulso
só queriam atropelar-nos,
ouvintes barbados e infantis.
Contribuíram auto confiantes.


Mente duvidosa flui de relance agora(...)
brilhante e fria,
como túmulos de mármore no inverno.


Não houve diálogo(...)
qualquer que fosse uma humilde conversação,
ò homem dos outros,
ligeiramente meu.


Inúmeras luzes pardas surgiram agora,
substituindo a letra
a terra
(...) e as estrelas,
isso, para não falar das flores.


Propus me a escrever este poema
para não esquecer da relva molhada
que quando criança conheci,
nas madrugadas a caminho das letras.
Sistematicamente todos os dias
Era como se fosse uma melodia de mim mesmo,


A relva
as flores
a colina
o mistério do arco íris
tudo me dava a vida,
o sonho de poder estar aqui
escrevendo este poema pra você agora.

domingo, 29 de junho de 2008

Conexão
Olhando estrelas piscarem
adormeci.
Voei muito,
não consegui ir muito longe.
Continuei numa marcha plácida,
imaginando subir,
com pensamentos expandidos,
vindos do leste.
Acrescentei um espaço para você(...),
insetos imaginei subindo ao leste.
Indescritíveis movimentos foram conectados ao meu corpo.
Fluxo de maré alta,
retorno de marés vazante.

Que pensamentos eu não tenho?
Amor apaixonado ali ao por do sol.
Pele clara, cheio de pequenas partes
visões de si mesmo.
Esboçando a mim mesmo, vi estrelas piscarem,
adormeci.
Atingiram meu coração(...).
Related Posts with Thumbnails

add this