sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

EU E VOCÊ


Uma estrutura e você/
Um pilar/
Um balanço/
Você olha/
Ele olha para você/
Na próxima vez que se olharem já estariam se queimando /
Na simplificação da linguagem/
dividindo se em parcelas de olhares iluminados/
o suficiente para se darem por vencidos/
uma divisão de olhares/
mais um teorema com mais de cento e vinte anos/
Perfeito/ sem dúvida/
que de tanto demonstrar energia sentiu um esforço enorme/
aplaudido por uma carga desconcentrada/
pelo deslocamento da aura da estrutura/
Que/
está sendo executada dentro do maior avanço já antes concluído e demonstrado que/
de tanto esforço a tecnologia deformou-o/
Por debaixo destes pilares carregados de esforços horizontais existem
deformações/
é como medir um fio de cabelo que/
/apesar da demonstração estar no mesmo ambiente respeitando a lei da natureza/
Não perdendo o respeito pelo homem que fumava debaixo de uma árvore
inventando fórmulas/teoremas /funções e cálculos integrais/
O teorema que de tanto pó montava uma expressão de energia sem medidas/
? seria do deslocamento relacionados com seus esforços?
logo o problema estaria solucionado/
diretamente relacionado aos esforços solucionados/
Assim se fizeram respeitados, respeitando – se o "Outro".
Tudo indica que não teria deformações/
pois tudo se fazia com muita perfeição em toda estrutura constituída/
em pequenas parcelas em contato com o homem/
assim se faziam resultados de fórmulas/
para podermos usarmos diante de tanta tecnologia/
Considerando todos os efeitos sem dúvida nenhuma
sairá uma estrutura sem deformações.
Diante deste momento com relação aos esforços por mais solicitados teriam resultado positivo/
Sem nenhuma transformação/
sendo menores ainda comparados entre si.
Na flexibilidade/
estabilizando sem resistir/
entrando num jogo desprendido/
Sendo assim o mais flexível possível.
Apresentando resultados passo a passo/ devagarinho/
aplaudindo cada efeito em suas atitudes a cada tempo mais adiante/
calculando o efeito e a deformação a que terá que trabalhar
no cotidiano da estrutura de uma de suas vidas/
Você olha/ ele olha/você olha para ele/
Você até olha /mas não se dará por vencido/
Uma estrutura é você/
Você não será convencido/
você não se dará por vencido/
você é uma estrutura.

Voando Pensamentos

Fui voando num

precipicio sem calço

descalço

Assim tipo

voando(...),

sem chão no espaço do abismo que eu vi você

naquela noite iluminada

lá do alto percebi que(...), estávamos descalço

sem piso sem calço.

voando

Eu e você.

rapidamente atravessavamos o penhasco

sem cair

sem balançar

sem medo

muita luz havia no alto do abismo

eu e você

sem medo

sem nada

para quê

ser nada

ou ser alguém

se nada seriámos

ali voando

no espaço do nada iluminado

sem chão

sem teto

descalço.

Cidade Encantada

Cheguei a esta cidade encantada
mensageira de cedros suaves
lavandas exalam pelas curvas fechadas
destes cachos suaves jasmins
sopram em meus
cabelos(...),
lá de cima minha alma fica segura
nesta preciosa imagem
com vales profundos
meus pensamentos navegam delirando
conhecimentos
desde as campinas (...)
a tortuosas lembranças
sombras de sobras
de lua
noite de alma
descansarão sossegadas
sem possesões
sem sacrifícios
sem glórias
tritezas foram dispersadas
entre rochedos se perderam
nas montanhas o cheiro dos torrões de cada curva
que me levou às flores
experiência
vida
que tenho hoje(..),
serão suas também.




Está foto é da ilha da madeira, em Portugal.
Foto de um blog que eu sigo: louro fotos.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Amor de Verdade


Ao meu grande único e verdadeiro amor
que não seja pra ti pesado fardo
antes borboleta em seu ombro delicado
triste um dia partires e eis-me agora intacto
ficaram espinhos enquanto caiam flores do cacto
venhas (...)
tudo aqui me faz sentir saudades
vejo estrelas no céu da sua cidade
olhei-as
pra ver como sou de verdade
puderas foras como eras outrora
querido
pluma leve que o tempo leva sem pedir meu c oração.

Em poucas palavras


Jogando palavras em blocos de concreto

até o término deste edifício de poemas,

de frases sucintas

elaborei em meu potencial de fórmulas mágicas

sufocada pela sobrevivência

dividindo ingrediente de palavras macias

fórmulas suaves.

(...) e o sol passa aquecendo minhas palavras

O vento as resfria (...)

Mesmo que me encontre na curvatura da tempestade

sem ter opção de escolha

estarei amando as letras.

Não temos fórmulas mágicas de fáceis efeitos

assim estaria ignorando está lisura

diante da margem do equilíbrio.

Só queria ter uma antecipação do futuro

antes que o mar invadisse

deslizando de mansinho o trabalho do homem.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

GRANDE TESOURO

Turbando em silêncio
semente de simpatia
em comitiva
com suas vestiduras assentadas
suaves
macias
governador da floresta
filhos do rio
grande tesouro
abre os olhos para se defender
semelhante sabedoria em pessoa
olhos que brilham clareando a floresta.
Vejam toda tua nudez diante dele
quão fraco é nosso coração,
se nem sempre edificamos o nosso lugar
multidão organizada
se matando por tão pouco.
Observe(...).


O POEMA DE MAX MARTINS

Amargo

Há um mar, o dos velames,
das praias ardendo em ouro.

Há outro mar, o mar noturno,
o das marés com a lua
a boiar no fundo
o mênstruo da madrugada.

E afinal o outro, o do amor amargo,
meu mar particular, o mais profundo,
com recifes sangrando, um mar sedento
e apunhalado.


No Portal ORM:

LITERATURA

O poeta Max Martins, um dos maiores literários brasileiros, morreu no final da tarde desta segunda-feira (9). Internado em um hospital particular, em Belém, desde junho de 2008, passava por uma série de complicações clínicas.

De acordo com Laís Martins, neta de Max, a pressão e os batimentos cardíacos do poeta reduziram gradativamente ao longo da tarde, até o seu falecimento por volta das 17horas. O corpo permanece no hospital para a retirada dos aparelhos e procedimentos fúnebres. A família ainda não definiu onde acontecerá o velório e o sepultamento do corpo de Max Martins.

O escritor estava muito debilitado por conta do tempo que ficou internado. Ele deu entrada no hospital no dia 25 de junho de 2008 com quadro de pneumonia. No dia 19 de dezembro sofreu uma parada cardíaca. Na ocasião, o coração de Max ficou cerca de meia hora sem atividade e ele foi transferido em estado grave para uma Unidade de Terapia Intensiva.

Na época, ele ficou em uma UTI que permitia a realização de hemodiálise. A parada cardíaca deixou algumas sequelas, entre elas a necrose de um dos rins.


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

MAX MARTINS - POETA PARAENSE


Ofereço a vocês uns dos meus poemas preferidos de Max Martins em homenagem a este grande poeta paraense-Brasil

A fera

Das cavernas do sono das palavras, dentre
os lábios confortáveis de um poema lido
e já sabido
voltas

para ela - para a terra
maleável e amante. Dela
de novo te aproximas

e de novo a enlaças firme sobre o lago
do diálogo, moldas
novo destino

Firme penetra e cresce a aproximação conjunta
E ocupa um centro: A morte, a fera
da vida te lambendo.

O caldeirão

Aos sessenta anos-sonhos de tua vida (portas
que se abrem e fecham
fecham e abrem
carcomidas)
ferve

a gordura e as unhas das palavras
seu licor umbroso, teus remorsos-pêlos
Ferve

e entorna o caldo, quebra o caldeirão
e enterra
teu faisão de jade do futuro
teu mavioso osso do passado

Agora que a madeira e o fogo de novo se combinam
e o inimigo nº 1 já não te enxerga
ou vai-se embora
varre a tua cabana e expõe ao sol tua língua
tua esperança tíbia
o tigre da Coréia da parede

É lícito tomar agora a concubina
E despentear na cama a lua escura, o ideograma

A Cabana

É preciso dizer-lhe que tua casa é segura
Que há força interior nas vigas do telhado
E que atravessarás o pântano penetrante e etéreo
E que tens uma esteira
E que tua casa não é lugar de ficar
mas de ter de onde se ir.

UNIVERSO INDECIFRÁVEL

Não conseguí palavras
(...) descrever tanta harmonia
tão verde menina dos olhos dos uirupurus
tanta vida pelo cheiro
no perfume da floresta
urrando nas pegadas do curupira
indecifráveis e infinitas criaturas.
Universo úmido
caçadores tecem armadilhas
para saciar a fome
olhos brilham como lanternas acesas
num rítimo cardiáco acelerado
inocentes presas desprotegidas pela fome
flutuam como jacarés no amanhecer
anjos de frutas
pássaros de luz.
verde
água que chora os vazios da
A
M
A
Z
Ô
N
I
A




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