domingo, 14 de fevereiro de 2010

Perdi o Fôlego



Eu vi
minha geração sendo adaptada
experiência relatada em poesia azul
eu vivi
melhor de todos os exemplos
numa visada literária eu conto
minha vida
minha alegria
minha tristeza
tudo que chorei ao seu lado
atingiu o auge.
Perdi o fôlego
aprofundei a sondagem
me machuquei.
Rememorei demasiados impasses
Vida minha
sempre enformada
a inesquecível censura alcançou o irreal
tentando não desagradar a mim ao descrever aqui que
comecei assoviando risos na infância
escrevendo estórias.
Os problemas físicos agravam
afirmam a ruptura/
o homem duplicado
se foi
frio
calado
a uma sexualidade primitiva valendo se de recursos e manobras
ao longo deste processo da escrita me perdi///
na definição da arte
do personagem
que transitou por aqui.
Foi o homem mais feliz que conheci
em suas viagens ao extremo.
O tempo redescoberto de ilusões
de costumes/
Minha´alma retorna a viver
assim como continua a vida de
quem quer sentimento encontra/
/quem quer denuncia encontra
quem quer a vida encontra/
quem quer seca
secará
quem quer viver
viverá///

sábado, 13 de fevereiro de 2010

EU QUERIA SER O PLANETA

Eu queria ser
a natureza
o chão
a vida
a terra.
Queria ser tudo para você passar e não tropeçar
acumular experiências definidas
romances
o melhor de tudo
a vida e o mar.
Eu queria ser gelo
aquecer pra aquecer sua frieza
atingir o seu auge
a sobra
o conto
a poeira
o vento
tudo que possa respirar.
Admirar personagens
a vida
a festa
o ar.
Eu queria ser a verdade e
ouvi-la 
aguardar infinitamente a ouvi-la
a verdade eu queria
conhecer a verdade e o mar.
Foi intensa
escrita chorada e sentida 

sábado, 9 de janeiro de 2010

Pessoas


Pessoa especial

personagem irreal

Oculta ou

/Encoberta.

Falsos tipos intimidam///

São vorazes

Especiais/,

Me dão medo de ser frio

São parciais///

...me assustam

se incomodam no furor

Encolhidos

são pessoas imaginárias

surreais

só pra ver humanitários

conjugados ou integrais

irreais escondidos

Especiais///

sábado, 26 de dezembro de 2009

O CÉU SUMIU

A dor passa cortando o infinito
infinitamente///
/sem deixar alternativas
faz lembrar o quanto cavalguei pelas montanhas
corri /
/dancei
ainda bem que andei/
Fiz muita festa pra Deus e pra mim mesma///
hoje estou incompatível com a realidade
as vezes me sinto um vaso florido/
/desenhado a mão
de pintura artesanal e pura magia
ingênua flor ao vento ///
relento///
condensada no dia
de dor e sofrimento
tentando não armazenar nem mesmo temporariamente
o que sinto agora
e o que senti antes
para que daqui a cinco minutos eu tenha me esquecido
e quem sabe poder ser
um pouco feliz
sem aquela infinita dor que me assola
que corta e recorta a minha vida.
Determinada pelo que passei e vivi no inicio e nos últimos anos.
Queria ter uma função térmica para que num passe de mágica aliviasse essa dor
queria aproveitar cada segundo
com a capacidade de um disco magnético regravável
assim poderia apagar tudo e começar
a viver de verdade e gravar uma nova e bonita história.





domingo, 13 de dezembro de 2009

MISTÉRIOS NAS TRILHAS


Nos braços da cruz cantavam...corujas enquanto os pássaros dormiam
mistérios nas trilhas/
várias vezes me guiei por eles/
noites sem lua cheia
vultos passavam
imagino hoje como trilhas tão perfeitas e profundas surgiram ali
único caminho em noites escuras
para que pudessem nos guiar a qualquer lugar
carros de boi passavam rangendo
deixando rastos de várias vidas
escrevendo linhas pontilhadas na terra crua e fresca
cheirosa... berrava
canarinho chorava ao subir a montanha
mas seguiam rumo a cidade que/// ainda não tinha buzinas
nem regras
tudo sereno///
reinava paz na cidade
pelo caminho haviam algumas cruzes e medo de lembrar da história
sempre havia uma e mais uma história
sem asas
sem vozes
///vultos
se fosse gravado ...
até hoje os trilhos estão lá curtindo o silêncio
....talvez menos importante
os passantes já possuem lanternas
e não há tanto mistério...
mas os trilhos continuam felizes ligando coisas
histórias
pessoas
simples e felizes
sem asas
sem vozes
trilhos tortuosos cegos e perfeitos
descrevendo a linha do horizonte
da vida ali
que quando pequena
foi único caminho que conheci
além do arado sangrando a terra ...e...
matracas cravavando em música
as sementes ///
/sinais de fartura a ser colhida no próximo verão
carros de bois andariam cheios de colheita
de uma menina nublada
voando
iluminada
querendo ser feliz.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

REALIDADE DE UM AMOR SONHADO


Estar sem ti agora
infeliz tu estarás
........
sinto sutis arrepios
no teu ser imagino estar agora
mesmo que não houve nenhum
imaginei ter recebido todos por te amar tanto.
Você pode ter pretendido, mas foi formal na prática.
vontade inabaláveis
visitarei te sem requintes
mas sei que tu gostas da extrema perfeição
a minha falta de perfeição não permitiu dar te prazer
talvez tenha me faltado excesso de ser puramente calculada.
aspirações infundadas
com delírios esmerados em ti
ficção de um amor vivido sem a perfeição desejada
que é a realidade de um amor sonhado no mais alto grau possível.
...
...delírios
insaciáveis prazeres
...ainda não os terminei...


quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Desilusão

...Tristeza

Instalado aqui

O horror se fincou

Já não sabia a quem gritar

Perdi-me em tamanha dor

Tanto engano ao meu ser

Ah, soubera...eu, não teria vindo

Se agora estou tão longe

Perto de ti

sozinha

Queria ir para sempre

Não estar

Não viver

Não sofrer

Traçados dias sofridos

Períodos infinitos

Muita coisa aconteceu

E eu resisto

estou aqui.

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

MANHÃS DE ORVALHO


/...Acordei
manhã de orvalho/
Assim como todas as outras
dos anos vividos no recanto das veredas...
...das montanhas que passei no caminho da escola/
bem cedinho o suor do sereno escorria por entre minhas
pequeninas pernas
avermelhando-as
Irritando minha pele com gotinhas geladas deixadas por uma noite fria.
Mas nem mesmo o orvalho/
o sereno/
o frio gelado que transpirava pelas gramas e capins dos trios da escola/
me fizeram hesitar/
desitir de seguir rumo ao caminho das palavras/
Poesias aquecidas em madrugadas de inverno
clareavam madrugadas escuras/
viraram brisa no verão/
...no sabor do saber mais do que somente o orvalho
o sentir da vida ali sem influências/
//o brilho... cega alguns personagens/
//Idéias muito diferentes /
sentimentos selecionados//
Acordei//
manhãs de orvalho/
///Hoje vejo você que completa minhas palavras///




domingo, 2 de agosto de 2009

UMA CARTA DE AMOR




Aqui tem muita história de uma mulher que ama
que teve a alegria de
poder ter tido a oportunidade de conhece-lo.
Mostro-me orgulhosa que um dia fomos muito felizes/
Um livro marcado de amor /

carinho/
sensibilidade/
/ternura/

relatos de noites e dias de amor/
de dor/
mas também de poesia.
Uma rotina de papagaios interferiu em nossas vidas
ocupando algum espaço indefinido
oprimindo-nos em vividas histórias de dor
histórias comuns aos loucos/
memórias de amor/
chinelos e cobertores
foram testemunhas do amor
sobre os dias absolutamente únicos/

privilegiados de tanta alegria
frio e ternura

companheirismo/

amizade/
cumplicidade/

hoje ocupo espaço indefinido;
Um livro marcado de histórias de amor.
Marcados pela memória
Capaz de sobreviver a qualquer turbulência
de maneira generosa e poética em nome do amor.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

VOCÊ É POESIA

(como no amor, para fazer poesia é necessário despir-se do que não somos nós (e talvez por ser poesia a matéria que inundava aquele rio, nós pudemos nos esquecer ali, flutuando em rumo ao flutuar, em rumo à poesia e a nós (só agora posso dizer a você: corpos celestes fertilizaram aquelas águas. Ainda vejo fragmentos deles em seus olhos (talvez seja por isso que os homens nunca vão entender caso não vejam: não há, a não ser que consideremos ser a poesia matéria, o que ela pode ser (mas só caso o homem queira ser poesia

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