domingo, 15 de fevereiro de 2009

O ASSINALADO


Tú és o louco da imortal loucura,
O louco da loucura mais suprema,
A terra é sempre a tua negra algema,

Prende-te nela aextrema desventura.

Mas essa mesma algema de amargura,
Mas essa mesma Desventura extrema
Fazque tu " alma suplicando gema
E rebente em estrelas de ternura.

Tú és o poeta,o grande Assinalado
Que povoa o mundo despovoado,

De belezas eternas, pouco a pouco.

Na natureza prodigiosa e rica
Toda a ausência dos nervos justifica
Os teus espasmos imortais de louco!


"POEMA DE CRUZ E SOUZA"

sábado, 14 de fevereiro de 2009

CHEIRO DE AMOR

Além dos oceanos

Rios

tempestades violentas/

medo, (...)sensação de esvaziamento arsênico

vida desenhando sonhos inrropidos na insônia

jardins sem flores

além do limite da mente humana

Extraídos de uma expressão desgarrada

sem preconceito/

Ergo-me a cabeça olhando pro céu

geometria edificada do azul profundo

traçados em mãos quentes/

turbilhão de pensamentos enviados (...)

além da capacidade que envolve o cérebro humano

No ultimo vôo transverso de miragens

na sensação de encobri-la de leve

amasso meus fixos seios

traçando passos com minha personagem

numa intensa vibração

balançam cosmos

o suor escorre pela corpo

deixando cheiro de amor pelo caminho.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

EU E VOCÊ


Uma estrutura e você/
Um pilar/
Um balanço/
Você olha/
Ele olha para você/
Na próxima vez que se olharem já estariam se queimando /
Na simplificação da linguagem/
dividindo se em parcelas de olhares iluminados/
o suficiente para se darem por vencidos/
uma divisão de olhares/
mais um teorema com mais de cento e vinte anos/
Perfeito/ sem dúvida/
que de tanto demonstrar energia sentiu um esforço enorme/
aplaudido por uma carga desconcentrada/
pelo deslocamento da aura da estrutura/
Que/
está sendo executada dentro do maior avanço já antes concluído e demonstrado que/
de tanto esforço a tecnologia deformou-o/
Por debaixo destes pilares carregados de esforços horizontais existem
deformações/
é como medir um fio de cabelo que/
/apesar da demonstração estar no mesmo ambiente respeitando a lei da natureza/
Não perdendo o respeito pelo homem que fumava debaixo de uma árvore
inventando fórmulas/teoremas /funções e cálculos integrais/
O teorema que de tanto pó montava uma expressão de energia sem medidas/
? seria do deslocamento relacionados com seus esforços?
logo o problema estaria solucionado/
diretamente relacionado aos esforços solucionados/
Assim se fizeram respeitados, respeitando – se o "Outro".
Tudo indica que não teria deformações/
pois tudo se fazia com muita perfeição em toda estrutura constituída/
em pequenas parcelas em contato com o homem/
assim se faziam resultados de fórmulas/
para podermos usarmos diante de tanta tecnologia/
Considerando todos os efeitos sem dúvida nenhuma
sairá uma estrutura sem deformações.
Diante deste momento com relação aos esforços por mais solicitados teriam resultado positivo/
Sem nenhuma transformação/
sendo menores ainda comparados entre si.
Na flexibilidade/
estabilizando sem resistir/
entrando num jogo desprendido/
Sendo assim o mais flexível possível.
Apresentando resultados passo a passo/ devagarinho/
aplaudindo cada efeito em suas atitudes a cada tempo mais adiante/
calculando o efeito e a deformação a que terá que trabalhar
no cotidiano da estrutura de uma de suas vidas/
Você olha/ ele olha/você olha para ele/
Você até olha /mas não se dará por vencido/
Uma estrutura é você/
Você não será convencido/
você não se dará por vencido/
você é uma estrutura.

Voando Pensamentos

Fui voando num

precipicio sem calço

descalço

Assim tipo

voando(...),

sem chão no espaço do abismo que eu vi você

naquela noite iluminada

lá do alto percebi que(...), estávamos descalço

sem piso sem calço.

voando

Eu e você.

rapidamente atravessavamos o penhasco

sem cair

sem balançar

sem medo

muita luz havia no alto do abismo

eu e você

sem medo

sem nada

para quê

ser nada

ou ser alguém

se nada seriámos

ali voando

no espaço do nada iluminado

sem chão

sem teto

descalço.

Cidade Encantada

Cheguei a esta cidade encantada
mensageira de cedros suaves
lavandas exalam pelas curvas fechadas
destes cachos suaves jasmins
sopram em meus
cabelos(...),
lá de cima minha alma fica segura
nesta preciosa imagem
com vales profundos
meus pensamentos navegam delirando
conhecimentos
desde as campinas (...)
a tortuosas lembranças
sombras de sobras
de lua
noite de alma
descansarão sossegadas
sem possesões
sem sacrifícios
sem glórias
tritezas foram dispersadas
entre rochedos se perderam
nas montanhas o cheiro dos torrões de cada curva
que me levou às flores
experiência
vida
que tenho hoje(..),
serão suas também.




Está foto é da ilha da madeira, em Portugal.
Foto de um blog que eu sigo: louro fotos.




quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Amor de Verdade


Ao meu grande único e verdadeiro amor
que não seja pra ti pesado fardo
antes borboleta em seu ombro delicado
triste um dia partires e eis-me agora intacto
ficaram espinhos enquanto caiam flores do cacto
venhas (...)
tudo aqui me faz sentir saudades
vejo estrelas no céu da sua cidade
olhei-as
pra ver como sou de verdade
puderas foras como eras outrora
querido
pluma leve que o tempo leva sem pedir meu c oração.

Em poucas palavras


Jogando palavras em blocos de concreto

até o término deste edifício de poemas,

de frases sucintas

elaborei em meu potencial de fórmulas mágicas

sufocada pela sobrevivência

dividindo ingrediente de palavras macias

fórmulas suaves.

(...) e o sol passa aquecendo minhas palavras

O vento as resfria (...)

Mesmo que me encontre na curvatura da tempestade

sem ter opção de escolha

estarei amando as letras.

Não temos fórmulas mágicas de fáceis efeitos

assim estaria ignorando está lisura

diante da margem do equilíbrio.

Só queria ter uma antecipação do futuro

antes que o mar invadisse

deslizando de mansinho o trabalho do homem.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

GRANDE TESOURO

Turbando em silêncio
semente de simpatia
em comitiva
com suas vestiduras assentadas
suaves
macias
governador da floresta
filhos do rio
grande tesouro
abre os olhos para se defender
semelhante sabedoria em pessoa
olhos que brilham clareando a floresta.
Vejam toda tua nudez diante dele
quão fraco é nosso coração,
se nem sempre edificamos o nosso lugar
multidão organizada
se matando por tão pouco.
Observe(...).


O POEMA DE MAX MARTINS

Amargo

Há um mar, o dos velames,
das praias ardendo em ouro.

Há outro mar, o mar noturno,
o das marés com a lua
a boiar no fundo
o mênstruo da madrugada.

E afinal o outro, o do amor amargo,
meu mar particular, o mais profundo,
com recifes sangrando, um mar sedento
e apunhalado.


No Portal ORM:

LITERATURA

O poeta Max Martins, um dos maiores literários brasileiros, morreu no final da tarde desta segunda-feira (9). Internado em um hospital particular, em Belém, desde junho de 2008, passava por uma série de complicações clínicas.

De acordo com Laís Martins, neta de Max, a pressão e os batimentos cardíacos do poeta reduziram gradativamente ao longo da tarde, até o seu falecimento por volta das 17horas. O corpo permanece no hospital para a retirada dos aparelhos e procedimentos fúnebres. A família ainda não definiu onde acontecerá o velório e o sepultamento do corpo de Max Martins.

O escritor estava muito debilitado por conta do tempo que ficou internado. Ele deu entrada no hospital no dia 25 de junho de 2008 com quadro de pneumonia. No dia 19 de dezembro sofreu uma parada cardíaca. Na ocasião, o coração de Max ficou cerca de meia hora sem atividade e ele foi transferido em estado grave para uma Unidade de Terapia Intensiva.

Na época, ele ficou em uma UTI que permitia a realização de hemodiálise. A parada cardíaca deixou algumas sequelas, entre elas a necrose de um dos rins.


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