sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007

Penas Coloridas



Nesta manhâ apanhei penas coloridas

Para enfeitar-te na luz do dia.

Vermelhas a principio.

Verdes e azuis.

Da cor da minha imaginação.

Seus olhos brilhavam numa luz intensa.

Apreciarando-me na tentativa de alegrar -te

Na corrida alegórica das penas que voavam.

Representando ali uma felicidade imensa

a cada conquista de uma cor.

Encontrei-me exaurindo nesta conquista como se fosse a última

conquista.

Uma celebração diante dos deuses

numa rua clara

de pessoas(...)

na síntese da vida

humana.

Assim como a vida

humana.

Subhumana.

Assim

o que nos resta

é o instante.

Ha seu tempo vida veloz

que vagarosamente passa

na certeza de um amanhã que poderá vir em

instantes parecendo eternos, em resumo de horas.

Penas

todos alimentos são.

Que pena.

Pétalas...

todos alimentos são.

E amaciam este mundo caos que até o inverno aquece.

E se vestem de beijos.




Um comentário:

Antonio Stélio disse...

Poeta, boa poeta, suas palavras são lâminas afiadas cortando o vento e, que, quando atinge o coração é, simplesmente fatal. Apanhar penas coloridas para enfeitar o amor à luz do dia é magnífico. Só o poesia tem essa força, essa pujança. Obrigado por você existir. Um abraço: Antonio Stélio.

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