domingo, 22 de fevereiro de 2009

Doce Ilusão


Ouço estranhas vozes
ruídos....
corpos desenhados sem motivo
surgem agora sem sentido
sem efeito
que apagam
reaparecem
modificados
Inaugurando (....)O mistério...
Nesta zona árida sob o dia de meio sol
Na carne do deserto
na mente em movimento
entre palavras
De olho nas janelas do passado
Nas sombras de objetos desejáveis
Lamentações de um arquivo perdido(...)
Nos cantos da boca
Beijos partidos.
No anseio de beijos inteiros
numa revolução de sentir(.....)
Mas, afinal pra que tudo isso?
Doce ilusão
tempestade de sentimentos
cidade invisível quebrando sombras
Numa imagem caduca com olhares de pássaros sem asas
Nasce outra vez uma estranha voz
Vindo de dentro de você
Podendo explodir numa velocidade estática
no retorno de si mesma em cada minuto consumido
neste mundo vácuo que se afasta lentamente
(...) ficando sobras de corpos
desejos de razão.

6 comentários:

Osvaldo disse...

Oi, Fátima;
Este poema que você escreveu é tão belo e real que não pode passar de uma "Doce ilusão"... porque são "desejos de razão"...
Gostei imenso do seu estilo de crear poesia e de a transmitir para o papel.
Parabéns e voltarei, se a Fátima o permitir.
bjs.
Osvaldo

águia_livre disse...

Poema maravilhoso, numa mistura de espaços e sensações.

Bjs. AL.
.

Liliana Lucki disse...

Bello ,sincero y con fuerza.

Las imagenes no caducan,te invito a ver mis imágenes.

Lilianalucki.blogspot.com

Saluda desde Argentina,Liliana.

Saara Senna disse...

Belo texto, embora um pouco melancólico, mas muito bonito e bem escrito.

Beijo grande :)

Daniel Savio disse...

A voz não estranha assim, mas o seu tom sempre é pouco diferente, mas sempre sabemos que é amor...

Fique com Deus, menina "Borboletas".
Um abraço.

ellen disse...

Que maravilha :)
Dá gosto ler...

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